Hoje eu vou falar sobre uma Sindrome que eu tenho desenvolvido aqui em Brasília, a síndrome do reconhecimento espelhado.
O que é isso? Este é um termo que eu inventei, para a capacidade obsessiva de fazer relação entre biotipos de pessoas conhecidas e desconhecidas. Desde que vi um uno vermelho na rua e tive a sensação de que era o carro da minha mãe que comecei a ver nos colegas da UNB meus colegas e amigos da UFBA, da escola, do Interact, do Inglês..... Estou andando pelo ICS e me deparo com uma mulher IGUAL a minha colega Euvira, imagino que seja ela e por alguns segundos chego a acreditar, mas so até a racionalidade dizer, apenas se parecem, ela não tem nenhuma tatuagem nem piercing, jamais seria a verdadeira Euvira, e eu continuo andando como se não tivesse reparado nada de especial naquela pessoa. Acontece no ônibus, na rua, o tempo todo, todo dia eu encontro um conhecido na silhueta de outro alguém, já vi até um amigo que está em Israel e que de nenhum jeito conseguiria estar em Brasilia naquele momento, no mesmo ônibus que eu. Esta nova síndrome que me acometeu é intrigante, pois inicia-se como a ilusão, a princípio subconsciente, e depois passa ao gozo racional, que nota a inverossimilhança mas opta por deleitar-se com a mentira, tentando acreditar por mais alguns segundos no inacreditável, que é possível fazer uma escolha sem deixar ninguém para traz.
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