terça-feira, 18 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Síndrome do reconhecimento espelhado
Hoje eu vou falar sobre uma Sindrome que eu tenho desenvolvido aqui em Brasília, a síndrome do reconhecimento espelhado.
O que é isso? Este é um termo que eu inventei, para a capacidade obsessiva de fazer relação entre biotipos de pessoas conhecidas e desconhecidas. Desde que vi um uno vermelho na rua e tive a sensação de que era o carro da minha mãe que comecei a ver nos colegas da UNB meus colegas e amigos da UFBA, da escola, do Interact, do Inglês..... Estou andando pelo ICS e me deparo com uma mulher IGUAL a minha colega Euvira, imagino que seja ela e por alguns segundos chego a acreditar, mas so até a racionalidade dizer, apenas se parecem, ela não tem nenhuma tatuagem nem piercing, jamais seria a verdadeira Euvira, e eu continuo andando como se não tivesse reparado nada de especial naquela pessoa. Acontece no ônibus, na rua, o tempo todo, todo dia eu encontro um conhecido na silhueta de outro alguém, já vi até um amigo que está em Israel e que de nenhum jeito conseguiria estar em Brasilia naquele momento, no mesmo ônibus que eu. Esta nova síndrome que me acometeu é intrigante, pois inicia-se como a ilusão, a princípio subconsciente, e depois passa ao gozo racional, que nota a inverossimilhança mas opta por deleitar-se com a mentira, tentando acreditar por mais alguns segundos no inacreditável, que é possível fazer uma escolha sem deixar ninguém para traz.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Quando chove em Brasília
quando chove os brasilienses se abrigam nos pátios das casas que não são deles.Essa é mais uma das particularidades de Brasília. Em época de chuva, você sai achando que com esse sol não vai chover e cai um pé d'água, sem direito a tempo de fuga e ainda faz frio! se fosse pra ser só isso seria mal, mas a chuva de certa forma agrega pessoas, como os blocos aqui não tem grade nem guarita e não são acentados no chão, acabamos correndo para o primeiro bloco que encontramos para nos abrigar, e pulando de bloco em bloco chegamos no nosso. Uma ótima oportunidade de conhecer alguém legal que mora na sua quadra! Imaginem só!
Estava mariana indo comprar uns doces na confeitaria francesa da comercial 205, o dia estava nublado mas não parecia que ia chover e como ela morava na 404, que era defronte, imaginou que daria para ir e voltar sem o tempo pegá-la com uma chuva. Quando estava voltando para casa, atravessou o semáforo e gotas começaram a cair em seus ombros. ela se apressou, mas não adintaria, pois os pingos logo se intensificaram e começaram a ameaçar encharcá-la toda. A moça correu para debaixo do bloco C, e acabou esbarrando com um menino com uma bola que estava com seu irmão e com o cachorro! O menino deveria ter seus 10 anos, a bola tinha sido um presente de aniversário, bola de couro, da seleção, havia finalmente convencido o irmão mais velho, da idade da nossa protagonista, a ir brincar com ele, o irmão por sua vez, no intuito de não perder viagem, resolveu levar o cachorro, que alias se chamava bolota, para dar um passeio e ver se ele perdia alguns quilos. Eis que, desculpas ofertadas e aceitas de cara amarrada, chega o irmão querendo saber o que acontecera, a bela moça cheia de sacolas nas mãos um tanto estrambelhada tenta explicar, vinha de lá, começou a chover, o cabelo tinha acabado de ser escovado, não imaginou que a chuva iria ficar tão forte dalí até em casa... Por que será que quando erramos ou pedimos favores, pois não deixa de ser um favor estar a abrigar-se no pátio das casas alheias, sempre damos explicações e justificativas imensas,de certo bastava que ela dissesse, estou esperando a chuva passar. Contudo, todo o falatório gerou uma rebarba, agora, o irmão sabia que aquela moça bonita semi-úmida morava no bloco J da 404, não era prevenida, era destrambelhada, falava bastante, fazia escova e ainda gostava de doces franceses. Ele apenas disse: Meu nome é Miguel, meu irmão é João Vítor, o cachorro é Bolota. E ela: Eu sou a Mariana, vocês moram aqui? Não, moramos na 402, viemos jogar bola na quadra e botar o cachorro pra andar - Disse olhando o cão com represália- Está gordo... Neste instante o mais novo dos três veio correndo de lá, a chuva estiara e os três puseram-se a correr de bloco em bloco, até chegarem no J, a casa da Mariana. Então, agente se vê por aí? perguntou ao tal do Miguel. Com toda certeza! Respondeu o garoto que mais tarde se arrependeria de não ter pedido um e-mail ou um telefone, em Brasília, mesmo que haja chuva e blocos onde se abrigar, cada quadra possui de A a S em Blocos de 3 andares com 4 ou 6 apartamentos por andar, a rotina é agitada e mesmo que da 402 para a 404 hajam apenas 3 comerciais próximas, é improvável que duas pessoas se encontrem casualmente debaixo do mesmo bloco que por ventura não é de nenhuma delas duas vezes, ou será que não?
sábado, 8 de dezembro de 2012
VIVENDO EM BRASÍLIA
- OI POVO DE BRASÍLIA E DE SALVADOR E POR VENTURA DESSE MUNDO TODO AÍ!
Criei este blog para postar de tudo que a cidade que agora estou morando me propuzer criativamente! como agora está tarde só vou deixar uma foto do céu de brasília, sempre com essas nuvens baixinhas e esse azul forte. a luz aqui é muito intensa, acho q o vento do litoral não permite q a luz de Salvador seja tão forte, aqi é cegueira asoluta sair sem óculos escuros, nunca me foram tão úteis! O pessoal daqui reclama que Brasília é quente como nenhum outro lugar, eu acho que o pessoal daqui gosta de achar q aqui é o inferno, mas ainda n me incomodei nenhum pouco com a secura nem com o calor, suportável, comparado de onde eu vim kkkk.
Assinar:
Postagens (Atom)
